Política

Livro 2, seção 1269 (Tradução por Tatiane Carvalho)

Pois assim como marido e mulher fazem parte de um agregado familiar, é evidente que o estado também é dividido em quase metade da sua população em masculino e feminino, de modo que em todas as constituições em que a posição da mulher está mal regulada, metade do estado deve ser considerado como tendo sido negligenciado na elaboração da lei. E isso tem ocorrido no estado em questão, do legislador desejando que toda a cidade seja de caráter forte, expondo sua intenção em relação aos homens, mas no caso das mulheres, o assunto foi inteiramente negligenciado; pois vivem dissolutamente e luxuosamente a respeito de todo o tipo de dissolução. De modo que o resultado inevitável é que em um estado constituído de riqueza é mantida a honra, especialmente se for o caso em que as pessoas estão sob a influência de suas mulheres, como a maioria das raças militares e bélicas, exceto os Celtas e outras raças que praticam abertamente e com honra o amor passional entre homens. Para provar que o narrador original da lenda teve uma boa razão para unir Ares com Afrodite, todos os homens de espírito guerreiro parecem ser atraídos para a companhia, quer de associados homens ou de mulheres. Consequentemente essa característica existiu entre os Espartanos, e, na época de seu império muitas coisas eram controladas pelas mulheres; ainda que diferença isso faz se as mulheres dominam ou os governantes são governados por mulheres? O resultado é o mesmo. E embora a coragem não seja de nenhuma valia para as tarefas normais da vida, mas contudo, na guerra,  mesmo a esse respeito as mulheres dos espartanos foram mais prejudiciais; e elas mostraram isso no momento da invasão de Tebas, para qual não apresentaram nenhum serviço útil como as mulheres fazem em outros estados, uma vez que elas causaram mais confusão do que o inimigo.