Hinos e cânticos rituais utilizados pelo Ramo de Carvalho em seus rituais. A música faz parte da ritualística indo-europeia; das Dainas lituanas aos cânticos mântricos hindus e o famoso canto harmônico rúnico nórdico, temos diversas evidências do uso profundo dos povos indo-europeus da música na sua ritualística. Ainda que não tenhamos evidência direta da sua utilização entre os Celtas, seria no mínimo estranho imaginar que o povo que teve o Bardo entre as suas castas de elite intelectual e sacerdotal não tendo a música entre suas práticas ritualísticas. Assim, os Bardos e outros membros do Ramo de Carvalho vêm desenvolvendo uma série de canções ritualísticas para uso próprio e da comunidade druídica brasileira.

1. Hino aos Nove Deuses  (por Wallace Cunobelinos, Kleber Mac Tíre e Klaus Alecsander Kaiser)
2. Hino a Manannán Para Abertura do Portal (por Wallace Cunobelinos)
3. Hino à Grande Rainha (por Wallace Cunobelinos)
4. Hino de Lughnasad a Lugh (por Wallace Cunobelinos)
5. Hino ao Último Feixe (por Wallace Cunobelinos)
6. Hino aos Nove Deuses – Versão Curta (adaptação por Kleber Mac Tíre)
7. Hino da Passagem Pelo Portal (por Wallace Cunobelinos, Kleber Mac Tíre e Klaus Alecsander Kaiser)
8. Hino a Bríghid das Três Chamas (por Wallace Cunobelinos, Kleber Mac Tíre, Klaus Alecsander Kaiser e a colaboração de Marcos Reis, do Caer Tabebuya/ Floresta de Manannán)
9. Hino de Pedido de Auxílio a Lugh (por Wallace Cunobelinos)
10. Canção do Auxílio Ancestral (por Wallace Cunobelinos)
11. Canção da Cura da Lua (por Klaus Alecsander Kaiser)
12. Encantamento da Recriação do Corpo (letra por Juju Couto, adaptação musical de Wallace Cunobelinos, Klaus Alecsander Kaiser e Kleber Mac Tíre)
13. Canto a Dian Cécht (por Wallace Cunobelinos, Kleber Mac Tíre e Klaus Alecsander Kaiser)
14. Canto Oghamico das Árvores e Pássaros (por Klaus Alecsander Kaiser)
15. Canto à Lua Nova (por Wallace Cunobelinos, Klaus Alecsander Kaiser, Kleber Mac Tíre e a participação de Marcos Reis, do Caer Tabebuya e Floresta de Manannán)
16. Canto de Arianrhod (por Wallace Cunobelinos, Klaus Alecsander Kaiser e Kleber Mac Tíre)
17. Dança do Fogo de Bríghid (por Wallace Cunobelinos, Klaus Alecsander Kaiser e Kleber Mac Tíre)

Hino aos Nove Deuses (por Wallace Cunobelinos, Kleber Mac Tíre e Klaus Alecsander Kaiser)

O Hino aos Nove Deuses foi composto em conjunto pelos Bardoi Wallace Cunobelinos e Klaus Alecsander Kaiser e pelo Tegernos Kleber Mac Tíre como parte do seu trabalho com as Rodas Bárdicas do Ramo de Carvalho; desde o início se tornou a principal canção trabalhada por eles, e mesmo sendo um hino um tanto longo e de difícil memorização, ele foi completado e utilizado ritualmente pela primeira vez pela Clareira Mãe Bosque de Carvalho em uma Roda de Cura.

Oh Dagda, oh Dagda, oh Dagda
Senhor da vida e da morte
O Pai de Todos, o Bom Deus
da Grande Rainha o consorte

Oh Dagda, oh Dagda, oh Dagda
Que com sua clava golpeia
Viril senhor, da fartura o rei
Que a nossa terra semeia

Oh Dagda, oh Dagda, oh Dagda
Senhor do sol e do vento
Pois sua harpa que guia o ciclo
E sua canção é o tempo

Oh Lugh, oh Lugh, oh Lugh
Das muitas artes senhor
Do braço longo, da longa lança
O raio em seu esplendor

O Lugh, oh Lugh, oh Lugh
Tu és sempre vitorioso
Com sua lança derrota Balor
Seu golpe sempre é poderoso

Oh Lugh, oh Lugh, oh Lugh
De Tailtiu ele é herdeiro
Traz nossa colheita no Lúnasa
E farta nosso celeiro

Oh Macha, oh Macha, oh Macha
Tua face é soberania
Senhora da sorte, da boa fortuna
Protege a nossa família

Oh Macha, oh Macha, oh Macha
Que corre como o vento
Venceu na corrida os cavalos do rei
Terrível foi seu sofrimento

Oh Macha, oh Macha, oh Macha
Rainha Égua Corredora
Mãe, esposa, e feiticeira
É da mulher protetora

Oh Bríghid, oh Bríghid, oh Bríghid
Mulher dos cabelos trançados
Senhora do fogo, da chama brilhante
Inspiradora dos Bardos

Oh Bríghid, oh Bríghid, oh Bríghid
Rainha da Primavera
Traz verde aos campos, tal como seu manto
Faz a nossa terra mais bela

Oh Bríghid, oh Bríghid, oh Bríghid
Senhora da Forja e da cura
Sublime é o poço da tua morada
Teu nome sagrado perdura

Oh Oghma, oh Oghma, oh Oghma
Senhor da arte da fala
Com suas palavras que guia guerreiros
Inspirador das batalhas

Oh Oghma, oh Oghma, oh Oghma
Dos Deuses é o campeão
Sua espada Orna seus feitos canta
E tece a sua canção

Oh Oghma, oh Oghma, oh Oghma
Que com cortes tece a magia
Conhece a língua das arvores
E nos traz sabedoria

Oh, Oéngus, oh Oéngus, oh Oéngus
Cisne que a noite protege
Deus jovem que habita os sonhos
Senhor do amor que nos rege

Oh Oéngus, oh Oéngus, oh Oéngus
Portador da morada eterna
Conquistou do seu pai, o Bom Deus
A sua herança paterna

Oh Oéngus, oh Oéngus, oh Oéngus
O jovem deus do amor
Transforma-se em nome de sua amada
Em um cisne encantador.

Oh Nuada, oh Nuada, oh Nuada
Dos Deuses ele é o rei
Da quatro cidades lidera o seu povo
Seus feitos eu cantarei

Oh Nuada, oh Nuada, oh Nuada
Os Fir Bolg ele destrói
Ferido em batalha, perdeu o seu braço
Louvado como herói

Oh Nuada, oh Nuada, oh Nuada
Seu nome é elevado
Deus do braço de prata
Recuperou seu reinado

Oh Manannán, Manannán, Manannán
Oh Manannán filho de Lir
Senhor das ondas, do Outro Mundo
Que faz o Portal se abrir.

Oh Manannán, Manannán, Manannán
Senhor do Reino Ancestral
Que serve o banquete das eras
Na sua Terra sem Mal

Oh Manannán, Manannán, Manannán
O Cavaleiro do Mar
Senhor além das Nove Ondas
Em sua barca vai nos levar.

Oh, Morrigan, Morrigan, Morrigan
Grande Rainha da Morte
Aquela que corta o fio da vida
Do Dagda tu és consorte.

Oh Morrigan, Morrigan, Morrigan
Senhora da Grande Batalha
O fim de todos, o grande adeus
A sua chegada não falha.

Oh Morrigan, Morrigan, Morrigan
Aquela que leva pra casa
Para repousar no Outro Mundo
Nos envolve em tua asa.

Hino a Manannán Para Abertura do Portal (por Wallace Cunobelinos)

O hino foi composto por Wallace Cunobelinos, um dos mais antigos devotos de Manannán no país, para o pedido de Abertura dos Portais entre os mundos. Ele teve versões em Irlandês e Proto-Céltico, mas a versão em português foi a que se cristalizou na utilização padrão do Ramo de Carvalho. A melodia é inspirada na canção Manquesa tradicional The Dirk Dance of the Kings of Man, uma canção de marinheiros, por isso ela soa melhor quando cantada em conjunto por todos, como marinheiros remando pelas ondas até chegar ao Outro Mundo.

Oh-hi-hoow, o Rei do Mar
Oh-hi-hoow, oh Manannán
Mar em campos,
Campos do mar

Oh-hi-hoow, o Rei do Mar
Oh-hi-hoow, oh Manannán
Ondas em flores
Flores de ondas

Oh-hi-how, o Rei do Mar
Oh-hi-hoow, oh Manannán
Um Mundo em Outro 
Outro Mundo em Mundo

Oh-hi-hoow, o Rei do Mar
Oh-hi-hoow, oh Manannán

Hino à Grande Rainha (por Wallace Cunobelinos)

O hino foi composto baseado em uma canção tradicional para a Mari Llwydd, e evoca o simbolismo do renascimento solar após o Solstício de Inverno. Ele é versátil o bastante para ser cantado individualmente ou em grupo, ainda que tenha sido originalmente composto para ser um cântico de afirmação e resposta entre os Bardoi e a Toutâ, inclusive com uma dança circular simples para aumentar a integração de todos.

Ah Epovinda
Ah Rigantona
Nossa rainha
Nossa rainha
É a nossa rainha da Terra

Mãe da esperança
Mulher Soberana
Nossa rainha
Nossa rainha
É nossa rainha da Terra

Mãe dos Cavalos
Mãe do Sol
Nossa rainha
Nossa rainha
É a nossa rainha da Terra

Hino de Lughnasad a Lugh (por Wallace Cunobelinos)

O cântico foi composto tendo em vista as características protetoras de Lugh, bem como sua associação com o trovão e as chuvas, além das colheitas; ele foi composto especialmente para a época em que a crise hídrica estava no seu auge em São Paulo. A melodia é baseada em uma daina báltica para o seu próprio deus do trovão (que também é protetor das colheitas), Perkunas, e é feita para ser cantada em afirmação e resposta pelo sacerdote e a Teutâ.

Lugh do Trovão, Deus Protetor,
Lugh da Lança, Senhor Provedor,

Deus das chuvas, traz as tormentas,
Traz a colheita, com sua benção.

Lugh do Trovão, Deus Protetor,
Lugh da Lança, Senhor Provedor,

Guarda a Tribo, proteja-nos,
Traz a fartura, abençoa-nos.

Lugh do Trovão, Deus Protetor,
Lugh da Lança, Senhor Provedor,

Lança de raio, voz do trovão,
Sua é a chuva, nossa tempestade.

Hino ao Último Feixe

O cântico do Último Feixe foi criado para celebrar o final da colheita; é um cântico processional, para ser entoado enquanto o feixe é passado pelos membros da Toutâ, representando todos os objetivos plantados e que não vingaram, e que então eram abandonados. Após isso o feixe é ceifado por um Druida e pisoteado e destruído pela Tribo, devolvendo suas intenções para a Mãe Terra.

Leva, leva
Aquilo que não veio
Não veio até o Outono
Leva, leva…

Leva, leva
O feixe da colheita
O último que veio
Leva, leva

Leva, leva
Pra junto dos Deuses
O último feixe
Leva, leva

Leva, leva
Dos frutos não nascidos
Que abandonamos
Leva, leva

Leva, leva
Seja nossa oferta
Para a Mãe-Terra
Leva, leva..

 

Hino aos Nove Deuses – Versão Curta (por Kleber Mac Tíre)

O Hino aos Nove Deuses sempre foi concebido como uma canção cuja memorização seria bastante problemática, principalmente pela sua duração; pensando nisso, o Tegernos Kleber Mac Tíre pensou em uma versão mais curta, para ser utilizada em momentos e rituais em que não houvesse tanto tempo disponível.

Oh Dagda, oh Dagda, oh Dagda
Senhor da vida e da morte
Viril senhor, da fartura o rei
da Grande Rainha é o consorte

Oh Lugh, oh Lugh, oh Lugh
Das muitas artes senhor
Com sua lança derrota Balor
O raio em seu esplendor

Oh Macha, oh Macha, oh Macha
Rainha Égua Corredora
Senhora da sorte, da boa fortuna
É da mulher protetora

Oh Bríghid, oh Bríghid, oh Bríghid
Senhora da Forja e da cura
Traz verde aos campos, tal como seu manto
Teu nome sagrado perdura

Oh Oghma, oh Oghma, oh Oghma
Senhor da arte da fala
Sua espada Orna seus feitos canta
Inspirador das batalhas

Oh, Oéngus, oh Oéngus, oh Oéngus
Cisne que a noite protege
Deus jovem que habita os sonhos
Senhor do amor que nos rege

Oh Nuada, oh Nuada, oh Nuada
Os Fir Bolg ele destrói
Deus do braço de prata
Louvado como herói

Oh Manannán, Manannán, Manannán
Oh Manannán filho de Lir
Senhor além das Nove Ondas
Que faz o Portal se abrir

Oh Morrigan, Morrigan, Morrigan
Senhora da Grande Batalha
Aquela que corta o fio da vida
A sua chegada não falha.

Hino da Passagem Pelo Portal (por Wallace Cunobelinos, Kleber Mac Tíre e Klaus Alecsander Kaiser)

Esse hino foi composto para a primeira vez que o Ramo de Carvalho se utilizou do Santuário do Paganismo para um rito (uma Roda de Cura); então ele foi composto pensando em pedir a permissão das entidades, tanto da nossa tradição quanto locais, para a realização da cerimônia naquele local.

Eu chamo os Deuses
Para nos guiar.

Seus santos nomes
Nós vamos cantar

Eu chamo a cura
Venha nos curar

Deuses do Céu
Da Terra e do Mar

Meus Ancestrais
Para nos olhar

Seres da Terra
Nos deixem entrar

Hino a Bríghid das Três Chamas (por Wallace Cunobelinos, Kleber Mac Tíre, Klaus Alecsander Kaiser e a colaboração de Marcos Reis, do Caer Tabebuya/ Floresta de Manannán)

Esse hino/canção foi composto em uma Roda Bárdica que contou a presença de Marcos Reis (Caer Tabebuya/ Floresta de Manannán), e é uma homenagem à Bríghid, bem como um encantamento de proteção e busca da expurgação dos males.

Três luzes tenho no meu caminho
Três chamas tenho para me guiar

Senhora Bríghid, mulher do Fogo
Quem me protege po’também queimar

Somos da Terra, filhos do fogo
Sua malícia não vai me pegar

Feitiçaria, dor e maldade
no meu caminho não vai mais cruzar.

Hino de Pedido de Ajuda a Lugh (por Wallace Cunobelinos)

Hino mântrico composto para conduzir uma meditação de jornada e pedir o auxílio de Lugh em um Rito de Cura Ancestral. Sua melodia é baseada em uma canção galega tradicional, e é utilizada em diversos outros encantamentos do Ramo de Carvalho pelo seu potencial meditativo.

Ilumina-me, oh Lugh
Ilumina vosso bosque

Lugh nosso cavaleiro
Lugh da lança brilhante

Ilumina-me, oh Lugh
Ilumina vosso bosque

Lugh que é Luz e Sombra
Lugh que vem ao nosso meio

Ilumina-me, oh Lugh
Ilumina vosso bosque

Lugh que é Bardo e Ferreiro
Lugh o Mago e Curandeiro

Ilumina-me, oh Lugh
Ilumina vosso bosque 

Lugh que é dos Dé Danann
Lugh que é da Longa Lança

Ilumina-me, oh Lugh
Ilumina vosso bosque

Lugh que é quem rege o raio
Lugh que é quem faz a cura

Ilumina-me, oh Lugh
Ilumina vosso bosque

10. Canção do Auxílio Ancestral (por Wallace Cunobelinos)

 Essa canção se emenda com o Hino de Pedido de Ajuda a Lugh na jornada do Rito da Cura Ancestral; ela tem a intenção de chamar a presença da pessoa o Ancestral que o aconselhará na busca pela cura, baseada na versão do Bardos Sekwanos Klaus Alecsander Kaiser.

Ilumina-me, oh Sol
Protege-me, oh Ancestral
Ilumina-me, oh Sol
Protege-me, oh Ancestral

Iluminem-me, oh Reinos
Pela Terra, Céu e Mar
Ilumina-me, Ancestral
Que eu quero me curar. 

Canção da Cura da Lua (por Klaus Alecsander Kaiser)

Essa foi a primeira canção composta por um membro do Ramo de Carvalho usando a melodia galega das canções anteriores; mas diferente das outras, ela mantém a letra quase intacta, apenas alterando o último verso e traduzindo-a para o português.

Ilumina-me, oh Lua
Ilumina-me Luar

Ilumina-me, oh Lua
Ilumina-me Luar

Ilumina-me, oh Lua
Ilumina-me Luar
Ilumina-me, oh Lua
Que eu quero me curar.

Encantamento da Recriação do Corpo (letra por Juju Couto, adaptação musical de Wallace Cunobelinos, Klaus Alecsander Kaiser e Kleber Mac Tíre)

Encantamento de cura baseado em formas tradicionais de encantamentos irlandeses e na lenda de Dian Cécht, foi musicado para uso em rodas de cura junto a mitigação de ervas, defumação e bençãos de águas consagradas para curas físicas e corpóreas.

De osso a osso,
De veia a veia

De Músculo a Músculo,
De pele a pele

Tecido a tecido
De sangue de sangue

De carne de carne
Tendão ao tendão

Medula à medula
Gordura à gordura

Membrana à membrana
De fibra à fibra

Da umidade à umidade
Corpo em integridade

Canto a Dian Cécht (por Wallace Cunobelinos, Kleber Mac Tíre e Klaus Alecsander Kaiser)

Esse canto a Dian Cécht foi composto para Rodas de Cura, para pedir ajuda ao Deus Curador para curas do corpo, e incentivar o canto e a dança; foi composto no sistema tradicional de cantos mágicos (‘pontos’) da tradição brasileira, pela simplicidade e facilidade de cantar, decorar e continuar cantando para trazer a atenção e a energia da deidade para o local.

No meio do dia
A cura chegou e aqui se instaurou 

Abrindo caminho
De dentro do poço Dian Cécht chegou

No meio do poço
Vem chegando Lugh com o seu avô

Abrindo caminho
De dentro do poço, Dian Cécht chegou

Com Druidaria
Do corpo, da alma os males levou

Abrindo caminho
De dentro do poço, Dian Cécht chegou

Canto Oghamico das Árvores e Pássaros (por Klaus Alecsander Kaiser)

Esse canto foi criado pelo Bardos Sekwanos Klaus Alecsander, aproveitand0-se de estruturas de pontos  tradicionais das tradições brasileiras para criar um canto evocativo das forças dos feda do Ogham associados à cura; Klaus utiliza-se de uma combinação dupla de símbolos Oghamicos, usando tanto as árvores quanto os pássaros para fortalecer o seu chamado.

Faisão meu mestre, onde é seu ninho?
É na bétula mestre, no começo do caminho

Pato Cinzento, onde é seu ninho?
É na sorveira mestre, na beirada do caminho.

Gaivota rubra, onde é seu ninho?
É no amieiro velho, bem na curva do caminho

Corruíra preta, onde é seu ninho?
É no senhor carvalho, bem no meio do caminho

Senhora Narceja, onde é seu ninho?
Moro lá no freixo belo, na descida do caminho

Oh meu belo cisne, onde é seu ninho?
É lá na hera mestre, que protege o seu caminho 

Pato meu mestre, onde é seu ninho?
É lá no junco velho, onde mora o ribeirinho

Canto à Lua Nova (por Wallace Cunobelinos, Klaus Alecsander Kaiser, Kleber Mac Tíre e a participação de Marcos Reis, do Caer Tabebuya e Floresta de Manannán)

Esse canto, mais um com a estrutura baseada em ‘ponto’ tradicionais da nossa terra, é a segunda canção composta na Roda Bárdica com a participação de Marcos Reis; é um cântico de magia, para trabalhos mágicos, principalmente na Lua Nova.

Lua nova não tem céu
Sobra estrela pra magia

No escuro o caldeirão
Onde se faz feitiçaria

No escuro se trabalha
Fogo de encantaria

E debaixo de uma árvore
Vou tecer Druidaria.

Canto de Arianrhod (por Wallace Cunobelinos, Klaus Alecsander Kaiser e Kleber Mac Tíre)

O primeiro canto a ficar pronto nas Rodas Bárdicas do Ramo de Carvalho, essa canção foi pensada para um rito devocional específico a Arianrhod para a Tegernos Sekwanos Kleber Mac Tíre; também foi o primeiro a ser pensado usando estruturas tradicionais da música ritualística brasileira.

Eu caminhava, pela estrada
Com as estrelas, sobre mim

E mãe das luz, e a mãe das ondas
Veio de encontro, até mim

Tava perdido, tava sem nome
Arianrhod me nomeou

Tava perdido, tava sem arma
Arianrhod me armou

Tava perdido, tava sozinho
Arianrhod me encontrou

Dança do Fogo de Bríghid (por Wallace Cunobelinos, Klaus Alecsander Kaiser e Kleber Mac Tíre)

Essa canção foi criado para Rodas de Cura, para pedir a inspiração de Bríghid através da catarse e do fogo, exigindo que os devotos cantem, dancem e toquem ao redor de uma fogueira enquanto são chamados para pedir pela inspiração da Deusa da Tríplice Chama.

Filhos do Fogo
Aqui estamos
Perto da chama
Juntos celebramos

Aheya, heya

O Fogo em mim
Fogo que arde
O Fogo em ti
Fogo de Bríghid

Aheya, aheya

Fogo que queima
Fogo que cura
Fogo que afasta
O mal que perdura

Aheya, aheya