Giamonia, o Solstício de Inverno

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Altar de Giamonia

A noite mais escura, o auge da escuridão, o sopro da Cailleach, o galope da Grande Rainha. A cerimônia do Ramo de Carvalho em honra ao auge do inverno e ao renascimento do sol ocorreu uma vez mais na nossa amada Paranapiacaba, nossa querida Moridercaunon, a “Terra de Onde Se Vê o Mar”. E, para coroar o bom momento que nossa Tribo atravessa, fomos bem recebidos por uma Terra que nos mostrou exatamente a polaridade Samos-Giamos em ação. Nesse ano, o quarto do Ramo de Carvalho (quinto, na verdade, mas as conveniências do nosso sistema de contagem só permitem contar o Ramo como tendo cinco anos quando ele estiver completo), permitimos a presença de membros do grupo-semente aos nossos rituais, e isso tem sido muito enriquecedor e bonito, ter esses iniciantes com tanta boa-vontade e energia participando conosco.

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As névoas de Moridercaunon…

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Uma ponte oculta na névoa…

E assim, uma vez mais, fizemos o caminho, da grande metrópole, por suas cidades irmãs, por suas cidades vizinhas, por cidades menores, por campo e colina, por serra e montanha, até o auge no leste, e a terra entre as montanhas que sempre nos recebe, a pequena vila inglesa de Paranapiacaba. E, como que para coroar a cerimônia, chegamos sendo recebidos pela famosa névoa da cidade, além de um clima extremamente frio, algo completamente apropriado à cerimônia de Giamonia. Dessa vez o Ramo foi dividido em vários grupos, e fomos nos encontrando ao longo da cidade e na pousada, a mesma que nos recebeu no Samhain. Tão logo chegamos e nos instalamos, partimos para almoçar e reconhecer a cidade, totalmente envolta em névoas; o dia era frio e escuro, propício ao galope da Grande Rainha.

 

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Veteranos presentes e a Mari Llwydd…

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Nossa Mari Llwydd…

Ao voltar para a pousada, iniciamos os preparativos. Pratos foram preparados para o banquete, altares foram preparados para o ritual, oferendas foram surgindo, e a nossa equipe de Wâtîs preparou o seu já tradicional banho de ervas para a nossa purificação; e a nossa convidada da noite, a Grande Rainha, dessa vez na forma da Mari Llwydd do folclore de Gales, se revelou no galpão. Iniciamos os trabalhos ritualísticos, e depois separamos os grupos para meditações; ao retornarmos, louvamos à Grande Rainha, e pedimos pelo retorno do seu filho solar; ofertamos, oramos, cantamos, como uma Tribo, como deve ser. Após isso, partimos para o banquete, que envolveu um amigo-secreto, para aumentar a coletividade. Deve ser lembrado que os nossos banquetes vem ficando cada vez mais deliciosos; parabéns aos membros. Alguns escolhidos foram participar de uma outra forma de ritualística, uma Vigília, a convite de uma das nossas Wâtîs, Juliana Couto, que é devota de uma deidade de outro panteão, mas que é muito respeitada por todos.; a vigília foi poderosa e bela, e durou a noite inteira.

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Banquete!!

 

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Flávia, Samantha e Endovelicon, juntos na hora da partida…

 

 

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Juliana apreciando a vista do dia seguinte…

O dia seguinte nos saudou com um belo sol e uma manhã quente, como se a Grande Rainha já tivesse recebido o seu filho solar de volta. Alguns de nós foram andar um pouco pelas trilhas da região, enquanto outros se preparavam para almoçar e voltar. Nosso retorno foi calmo, e devidamente abençoado pelo espírito de Tribo: com camaradagem e bom-humor. Estávamos prontos para esperar o retorno da luz, e o novo semear…

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Veteranos e Sementes conversando sob o sol da manhã seguinte ao ritual.

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