Imbolc da Ordem Druídica Ramo de Carvalho 2018, por Lucas Bispo

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Por Lucas Bispo, da turma-semente de 2018

Não está em exercício falar sobre o Imbolc, mas eu sinto que tenho que compartilhar com o fórum sobre minha experiência junto à ordem no rito de Imbolc, que foi minha primeira participação de um ritual.

Eu confesso que fui com certo medo e receio, pois foi minha primeira experiência com o paganismo e de tanto ouvir certas coisas de gente completamente cristã não acho errado começarmos com certos medos condicionados pela criação.

Mas esse medo e receio passaram assim que entrei pelo portão e cumprimentei o Wallace. As pessoas são muito simpáticas e apesar de eu não ser muito sociável me senti em casa ali.

Começamos o rito com uma espécie (eu acho) de purificação realizada pela Karla e pela Vera, com um cântico, incenso e água e, enquanto eu estava ali no meio das duas ouvindo as palavras senti uma corrente de energia pelo corpo e um bem estar como se esquecesse de todas as preocupações do dia a dia.
Após isso fizemos uma concentração para nos ligarmos com nosso bosque interior e invocamos a Deusa Bríghid. Em seguida pedimos a Manannan sua proteção e permissão para embarcar em sua barca com a oferenda feita pelo Wallace enquanto cantávamos a música do Deus que foi composta pela Ordem. Nesse momento aconteceu algo que me deixou espantado… Quando o Wallace deu as boas vindas ao Deus senti um vento equivalente ao vento de uma brisa de mar e foi o único vento semelhante ao do litoral que senti em todo o resto do dia, como se Manannan realmente estivesse chegado com o “bem vindo Manannan filho de Lyr”.

Após isso, foi pedido proteção aos seres da natureza e nesse momento tive mais uma sensação inédita para mim. Senti que, enquanto estava de olhos fechados fazendo a concentração, alguma coisa estava em minhas mãos… Como se fossem formigas, então eu passei as mãos como se quisesse espantá-las mas a sensação só crescia. Abri os olhos e não tinha nada visivelmente nelas, mas senti que algo subia por elas e me deu uma sensação de segurança muito grande.

Com o andar do ritual eu fui me sentindo cada vez mais seguro e protegido.

Hora de fazer a cruz de Bríghid e foi bem complexo hahahahaha, mas a parte que quero chegar foi na hora de consagrá-la. Enquanto as pessoas iam repetindo os versos do encantamento recitado pelo Wallace, todos ficavam entoando três palavras vibracionais: Luis, Fearn, Duir. Essa vibração gerada pelas palavras e encantamento me encheu de uma energia que eu nunca havia sentido antes e quando todos repetiram o encantamento junto senti uma onda de energia me atingindo no fim do encantamento que me fez até ficar um pouco ofegante e com uma sensação incrível de proteção, amor e poder (não no sentindo ruim).
Na meditação eu tive algumas dificuldades de visualização que estou buscando resolver praticando um pouco de meditação todos os dias, mas ela também teve algum significado para mim e, senti que minha cruz devia ser dada para minha mãe e assim o fiz.

Por último a passagem no cinturão me trouxe mais sensação de renovação e foi o momento que mais senti o grupo como uma família, pois era claro nos olhares, enquanto as pessoas faziam o Triskle e passavam o cinturão no amigo, carinho e amor.

Não sei se essas sensações tem sentido ou algo lógico, mas sei que me gerou um bem estar maravilhoso e que, para mim, me mostraram respostas para muitas dúvidas que sempre tive.

Realmente foi uma experiência incrível e saí de lá uma outra pessoa. Se entrei com qualquer dúvida ou resquício de algum ceticismo (que sempre tive), percebi que encontrei meu caminho espiritual. Percebi que magia existe. Percebi que um grupo religioso que se comporta como uma família existe. Percebi que os Deuses existem e estão na natureza para nos auxiliar caso desejemos. Obrigado Ordem Ramo de Carvalho! <3

Author: Wallace

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