Para mais informações sobre o trabalho de Manuel, visite Celtocrābii̯on e Entre a Névoa

  1. Boa tarde, Manuel, seja bem-vindo à nossa seção “As Pedras do Círculo”, onde nosso objetivo é conhecer um pouco mais daqueles que vem trabalhando pelo fortalecimento e desenvolvimento da nossa espiritualidade no Brasil e no mundo. Você poderia fazer uma breve apresentação para nossos leitores?

R: Começo por agradecer a oportunidade de ser entrevistado pelo Ramo de Carvalho, que só por si já é uma honra, só para não falar do significado de ser incluído pel’ As Pedras no Círculo. Ora, o meu nome é Manuel Araújo, provenho da cidade de São João da Madeira, em Portugal, e atualmente trabalho como Oficial de Justiça no Ministério Público em Elvas. Quanto ao meu envolvimento com o meio reconstrucionista celta e druídico, isso deve-se à minha página, Celtocrābii̯on.

 

  1. Quando foi a primeira vez que você teve contato com o Reconstrucionismo Celta? Como tem sido sua jornada desde então?

R: Não consigo precisar há quanto tempo é que me apercebi da existência do Reconstrucionismo Celta, mas tenho noção de que terei preliminarmente descoberto o Reconstrucionismo quando li o Deuses e Rituais Iniciáticos da Antiga Lusitânia de Gilberto de Lascariz [2009], uma vez que o autor faz uma breve alusão a esta metodologia. Coincidindo com o ano de publicação do dito livro, foi então que encontrei informações sobre o Reconstrucionismo Celta na internet, porque seria em agosto de 2010 que faria a transição da Wicca (à qual dedicara os cinco anos anteriores) para a dita metodologia religiosa. Ainda assim, também me deparei com outros movimentos reconstrucionistas, como Ásatrú, Forn Siðr, Cultus Deōrum Rōmānōrum, etc. Desde 2010 que o meu foco, enquanto reconstrucionista celta, tem sido adquirir o máximo de conhecimento acerca das várias vertentes das religiões politeístas dos povos Celtas, com foco nas divindades e tradições da Gália. No princípio, foi uma demanda extremamente complexa e, sinceramente, essa complexidade ainda se mantém, até certo ponto. Porém, pelo menos em termos teóricos, tornou-se mais fácil para mim saber que fontes consultar, que palavras procurar, que conceitos é que devem ser comparados e aproveitados… assemelha-se muito à vida de investigação académica. Por outro lado, a parte prática – a devoção – tem sido o domínio em que sou menos bem-sucedido. Creio na existência dos inúmeros deuses, espíritos, e almas dos mortos; já fui por eles abençoado de diferentes formas. Contudo, o dia-a-dia atribulado e problemas pessoais sempre encontram forma de se infiltrarem e tornarem a vivência religiosa algo cada vez mais fácil de varrer para debaixo do metafórico tapete. Por agora, a minha atividade religiosa limita-se a orações periódicas aos deuses com os quais mantenho um contato mais íntimo e regular. Ainda existem várias questões para as quais tenho de encontrar respostas, e prefiro saber e crescer o máximo que puder antes de me aventurar a fundo no que quer que seja.

 

  1. Você não é afiliado a nenhum grupo druídico ou reconstrucionista. Porquê? Prefere manter a sua prática solitária? Você tem contato com algum desses grupos em Portugal ou em outros lugares?

R: Por um lado, acho que seria pouco cauteloso afiliar-me a um grupo tendo em conta que a minha vida religiosa tem-se focado principalmente na aquisição de conhecimento e satisfação das minhas próprias dúvidas quanto ao divino. Ainda que um grupo não tenha de agir necessariamente como um detrator de tal exploração principalmente intelectual (e pouco espiritual), como sempre fui introvertido, preciso do meu espaço e tempo para conseguir encontrar respostas. Existem, claro, questões que só podem ser resolvidas com ajuda de outras pessoas, e é nesses casos – ainda que não só – que costumo procurar a opinião e conselhos de amigos que também são devotos dos deuses dos povos Celtas, ou de outras etnias.

O meu contato com grupos tem sido francamente esporádico, e geralmente apenas com um ou dois membros de cada grupo. Isto somente com grupos sediados no Brasil e um par de grupos dos Estados Unidos da América, uma vez que, se a memória não me atraiçoa, nunca tive contato algum com grupos de Portugal. Não existe nenhum motivo para isso além da minha própria ignorância e relativa reclusão quanto a tudo o que diz respeito a socialização de qualquer tipo. Isso, aliado à dificuldade em deslocar-me pelo país – por falta de modo de transporte bem como de falta de disponibilidade – fazem com que, ironicamente, esteja mais a par do que ocorre no meio druídico e reconstrucionista celta estrangeiros do que em Portugal, uma vez que é quase impossível eu passar um único dia sem estar online. Aliás, conheço mais politeístas estrangeiros (39) do que politeístas portugueses (4), nas redes sociais.

 

  1. Seu trabalho ficou conhecido através da página Celtocrābii̯on, voltada para o Reconstrucionismo Gálico. Como você se interessou por voltar sua prática espiritual para os celtas da Gália?

R: Anteriormente referi a obra Deuses e Rituais Iniciáticos da Antiga Lusitânia e isso já deve dar uma vaga ideia de como o meu interesse pelo reconstrucionismo se gerou. Não, não descobri que tenho ancestrais franceses, alemães, belgas, etc. Inicialmente desejava e planeava descobrir mais acerca dos panteões dos povos nativos, ou seja, Galaicos, Lusitanos, e Celtiberos, entre outras denominações ainda menos conhecidas. Contudo, quando de facto decidi entrar em contacto com uma pequena seleção de deuses, senti no meu âmago que tal ligação não seria, por algum motivo então inexplicável, a opção correta. Ora, naquele período eu já tinha uma noção geral das crenças dos povos Celtas e o pouco que conhecia, por via de relatos romanos e contos medievais, já servira para me deixar provavelmente intrigado e fascinado para o resto da vida. Porém, o detalhe mais crucial terá sido a minha tentativa de entrar em contacto com Lugus, naquela primeira cerimónia de dedicação ou apresentação. Ao dirigir-me a ele, então, ele revelou-se amigável e recetivo, ainda que a resposta quanto ao culto aos deuses da Ibéria permanecesse negativa. Lembrando-me dessa curiosa receção por parte dele, decidi investigar sobre a forma como Lugus teria sido visto e adorado pelos povos Celtas do resto da Europa, pelo que, ao me debruçar com mais atenção sobre a religião dos Gauleses, senti-me uma conexão quase instantânea. Já passaram oito anos e ainda há muito a descobrir, e muito provavelmente não existiria Celtocrābii̯on sem a furtiva orientação de Lugus, e essa é uma das dádivas pelas quais lhe sou eternamente grato.

 

  1. Em 2015 você iniciou outro tipo de trabalho com a página “Entre a Névoa”. O que pode dizer sobre ela e seus objetivos?

R: É interessante que refiras isso, porque eu já não tinha memória alguma de que esse foi o ano em que comecei a página; curiosamente foi um ano em que surgiram várias ideias para novos projetos. O Entre a Névoa foi criado, antes de mais, de forma esporádica, para ser somente um blogue no qual poderia depositar devaneios que não poderiam ser partilhados com outras pessoas. Não necessariamente por poderem vir a ser considerados idiotas e/ou polémicos por quem os lesse, mas principalmente porque faltam-me oportunidades para discutir alguns temas que abordo lá. Enquanto que o Celtocrābii̯on é a “página oficial”, o Entre a Névoa é uma página pessoal de cariz principalmente religioso. No último posso partilhar ideias de quase qualquer forma: uma das publicações é uma fotografia de um cemitério da minha terra natal, com uma breve legenda que reflete sobre a sacralidade e intimidade dos cemitérios, tão frequentemente ignorados em prol de templos. Não haveria espaço para isso no Celtocrābii̯on. Suponho que um outro propósito do Entre a Névoa seja tentar estabelecer uma relação com outras pessoas que acabem por achar algumas das minhas opiniões minimamente interessantes, e isso acabe por gerar uma discussão que seja proveitosa para as duas partes, só para não referir que é bom saber que não estamos sozinhos.

 

  1. Você pretende retornar ao Celtocrābii̯on no futuro?

R: Espero que sim, eventualmente. Criei o Celtocrābii̯on em 2012, pelo que ele representou uma extática tentativa de partilhar com os demais interessados pela religião gaulesa, o pouco que eu já conseguira estudar e compilar. Desde então, e refletindo o meu crescentemente conhecimento e amadurecimento como escritor, é-me óbvio que o website precisa de uma grande atualização em praticamente todos os aspetos, por isso, quando (e se) realmente tiver a oportunidade e tempo para retornar ao Celtocrābii̯on, tal retorno será acompanhado de uma alteração e aumento substanciais, especialmente no que diz respeito a conteúdo. Afinal de contas, e como já referi previamente, ele é um dos meus projetos mais antigos, complexos, e queridos que me tem ocupado a mente. Pode não aparentar, tendo em conta a falta de novos artigos desde 2015, mas nunca deixei o projeto morrer; digamos que está em hibernação, ou quiçá encapsulado numa crisálida.

 

  1. Como você vê o crescimento das crenças politeístas em Portugal? E no resto do mundo? E quanto à sua relação especificamente com o público brasileiro? Como se deu essa aproximação?

R: Não sei se sou a melhor pessoa para responder a essa primeira questão, uma vez que, como já disse, estou bastante isolado do que se passa em Portugal, entre as comunidades politeístas. Do pouco que sei, existem tentativas por parte de alguns grupos e organizações de se tornarem mais estáveis e de darem a conhecer as suas crenças ao público geral, não só ao público politeísta. Diria que isso, só por si, é ótimo, porque pode significar que haja normalização do politeísmo na sociedade civil. Ou seja, pode ser que daqui a vinte ou trinta anos um politeísta seja encarado da mesma forma que um cristão: apenas mais outra religião e forma de encarar a existência e o cosmos, nada que deva ser temido ou condenado. Contudo, é óbvio que ainda nos faltam números para que sejamos incluídos, nem que coletivamente, nos censos religiosos, atualmente liderados por católicos e indivíduos que não professam nenhuma religião; curiosamente, ao verificar a estatística para poder responder a esta questão, apercebo-me de que no último censo (2011), 81 pessoas responderam que pertenciam a uma religião não cristã – estando eu entre elas –, face a 13 muçulmanos e 2 judeus, num total de 17’321 pessoas. Uma vez que Portugal é um modesto país de pessoas geralmente abertas a outras culturas e conceitos, creio que há espaço para o nosso crescimento, mas ainda estamos no princípio da caminhada.

A minha aproximação ao público brasileiro foi uma descomunal surpresa. Quando criei o Celtocrābii̯on não sabia ao certo se mais alguém de facto estaria interessado na religião dos Gauleses; porém, eu certamente estava e, se tinha possibilidade de o fazer, iria deixar as minhas descobertas e opiniões para quem quer que as procurasse. Anteriormente tinha falado com uma minúscula parcela do público anglófono interessado na religião gaulesa, mas – e sem querer denegri-lo – achei que as discussões em tais domínios eram quase sempre infrutíferas de tão repetitivas e conflituosas que se tornavam. Por outro lado, não encontrara discussões recentes sobre o tema em Português, além de que elas não se serviam do método reconstrucionista. Assim, decidi escrever em Português, porque pelo menos eu poderia aproveitar o material. Após a publicação de alguns artigos e da publicitação online, a crescente quantidade de brasileiros a congratular-me pela iniciativa deixou-me boquiaberto, pois não esperava tamanha receção vinda do outro lado do Atlântico, até por parte de indivíduos que não eram devotas dos panteões celtas. E a partir desses primeiros contactos, já tive a oportunidade de conhecer pessoas fascinantes, cultas, e bondosas com as quais ainda hoje mantenho contacto regular, seja para falar sobre religião, ou qualquer outro tema.

 

  1. O que você julga que o Reconstrucionismo Celta (e suas crenças irmãs) ainda precisa desenvolver no mundo? O que é necessário para ele se tornar uma espiritualidade totalmente estabelecida?

R: Indo ao encontro do que disse relativamente ao politeísmo em Portugal, acho que, comparativamente a outras religiões politeístas – especialmente as étnicas e que empregam o método reconstrucionista –, faltam-nos infraestruturas. Os grupos e organizações certamente existem, mas, por vezes, parece-me que existe demasiada pressa em fazer com que o movimento cresça praticamente a qualquer custo. Por mais polémico que possa ser, acho que deveríamos olhar para os primórdios do Cristianismo para entendermos como um movimento tão pequeno conseguiu tornar-se uma religião universal, ainda que o nosso objetivo não seja propriamente esse. Ainda que a minha opinião valha pouco, tendo em conta que de momento sou um praticante solitário, creio que uma comunidade deveria ser composta por células de pequenas dimensões: indivíduos e famílias próximos; somente a partir dessas unidades, tipicamente mais estáveis e suficientemente flexíveis, é que se poderiam formar grupos e organizações duradouras a longo prazo. Infelizmente, é difícil conseguir reunir pessoas que partilhem o nosso tipo de religião num mesmo espaço geográfico com frequência, daí que crescimento em termos de números realmente dá jeito; ao contrário das religiões abraâmicas mais recentes, não somos adeptos do proselitismo (e ainda bem).

Existe um obstáculo com o qual me deparei: a herança cultural Celta. Se quisermos ser estritamente objetivos, as únicas nacionalidades ou comunidades modernas que podem evocar tal conceito para si mesmas são aquelas em que ainda se falam idiomas Celtas e em que alguns dos antigos conceitos culturais ainda são lembrados claramente lembrados no folclore: Irlanda, Escócia, Ilha de Man, Gales, Cornualha, e Bretanha. Será, então, o resto da Europa classificável como Celta (só para não falar no fenómeno da miscigenação de descendentes de migrantes europeus que se fixaram nas Américas)? Segundo o Revivalismo Celta, ou Celtomania, sim, mas note-se que este movimento é, por vezes, tão fantasioso e dado a pensamentos desejosos quanto o romanticismo germânico, latino, etc. Acontece que, como aurigas das tecnologias da Idade do Ferro, na Europa ocidental, os Celtas acabaram por ser dominados por sucessivas ondas invasoras ao longo de pelo menos um milénio: Romanos, Suevos, Francos, Anglo-Saxões, Viquingues, Ingleses… Em França falam-se línguas Românicas atestando a influência de Roma, sendo que o país esteve durante séculos sob o domínio de monarcas Francos (germânicos), e sob o jugo do Cristianismo. O que resta do substrato Gaulês? É maioritariamente visível em algumas palavras adotadas pelo Latim e que ainda sobrevivem no Francês. Algo ainda mais grave pode ser dito quanto ao substrato Lusitano (cuja celticidade é dúbia), em Portugal. Até à data, não se encontrou traços de uma única palavra do idioma Lusitano que tenha sido preservada no Português; porém, encontramos algumas palavras de origem Celta, Gótica, e Árabe. Digo tudo isto para diferenciar-nos dos outros movimentos reconstrucionistas: se quisermos aproximar-nos das culturas Celtas, é necessário termos humildade, honestidade, e discernimento suficientes para sabermos que nenhum de nós é etnicamente Celta por origem genética ou cultural, exceto se nascermos entre as seis comunidades previamente enumeradas. Tal contrasta com a possibilidade de um Lituano ou Russo de se aproximar da sua cultura nativa, uma vez que os povos Bálticos e Eslavos foram os últimos europeus a serem cristianizados e nunca foram subjugados por uma potência cultural, económica, e tecnológica drasticamente superior como Roma. Até mesmo um Alemão pode religar-se às tradições ancestrais germânicas sem ter de pensar duas vezes: apesar da romanização e cristianização, alguma da cultura mantém-se, o idioma ainda é germânico, a população não foi massivamente deslocada e/ou massacrada. Houve uma “evolução” (ainda que não seja do nosso agrado), não uma rutura completa com o passado. O mesmo é válido para os atuais habitantes da Irlanda, Escócia, Ilha de Man, Gales, Cornualha, e Bretanha. Eles não são exatamente iguais aos seus ancestrais, mas não estão completamente divorciados deles. Nos casos destes seis, podemos evocar o conceito de etnia, isto é, um grupo social que possui tradições e idiomas que lhe são intrínsecos. Note-se que o Helénico Antigo éthnos (ἔθνος) – que originou a palavra ‘etnia’ – significa ‘grupo’, ‘povo’, ‘classe’, ‘tribo’, e, com a cristianização, ‘pagão’, provavelmente estando associado à palavra éthos (ἔθος), que designa ‘costume’ e ‘tradição’ [Beekes, 2010, 377-8].

Apesar desta nossa desvantagem, e ainda que Roma tenha a fama de se ter alastrado e aglutinado a si mesma quase todos os povos com os quais teve contato próximo, a arqueologia tem demonstrado que os povos Celtas nem sempre eram invasores, como nas atuais Itália e Turquia. Estudos recentes de arqueologia e genética permitem avançar com a possibilidade de a cultura Celta ter sido disseminada, em vários momentos, através do comércio, ou seja, através da partilha de bens, tecnologia, arte, religião, e idiomas. Isto é especialmente válido para explicar a presença da cultura de Hallstatt (originária na Europa continental) na Grã-Bretanha e Irlanda, não parecendo ter havido genocídio da população nativa não indo-europeia, como observado por Clark [1966], Cunliffe [2014], e Halkon e Starley [2011], entre outros. Por outro lado, outros estudos – Brotherton et al. [2013], Correa [2005], Cunliffe & Koch [2010] – apontam para que a cultura de Hallstatt tenha surgido na Península Ibérica ora através de migrações e conquistas, bem como de hibridações de diferentes culturas. Ou seja, pelo menos teoricamente, a celtização ainda é possível nos tempos modernos, tal como foi durante a Antiguidade, cabendo a cada um de nós fazer tal compromisso.

 

  1. Por último, que futuros planos e projetos você pode revelar para a comunidade pagã lusófona?

R: Já tive algumas ideias que, por agora, estão em hiato ou completamente descartadas. De momento estou a trabalhar num grande projeto relacionado ao Celtocrābii̯on, desde 2015, obviamente relacionado à religião gaulesa. Ele já passou por várias fases, atraiçoando a minha própria evolução e maturação pessoais, tanto que o que ficar concluído em 2018 e 2019 ditará as atualizações necessárias ao que ficou terminado entre 2015 e 2017. Prefiro não revelar muito, uma vez que ainda não consigo fazer um prognóstico quanto à data em que ele estará pronto para ser apresentado a todos; nem sequer consigo encontrar um nome que me pareça apropriado.

 

 

Bibliografia

Artigos

 

Brotherton, P., Haak, W., Templeton, J., Brandt, G., Soubrier, J., Adler, C. J., Richards, S. M., Sarkissian, C. D., Ganslmeier, R., Friederich, S., Dresely, V., Oven, M., Kenyon, R., Hoek, M. B. V., Korlach, J., Luong, K., Ho, S. Y. W., Quintana-Murci, L., Behar, D. M., Meller, H., Alt, K. W.,  Cooper, A., & The Genographic Consortium (2013). Neolithic mitochondrial haplogroup H genomes and the genetic origins of Europeans. Nature Communications, vol. 4.

Halkon, P., & Starley, D. (2011). Iron, Landscape and Power in Iron Age East Yorkshire. Archaeological Journal, vol. 168, nº1, 133-165.

Capítulos de Livros

Almagro-Gorbea, M. (1993). Los celtas en la Península Ibérica: origen y personalidad cultural. In Martín Almagro-Gorbea, Gonzalo Ruiz Zapatero (Eds.), Los celtas: Hispania y Europa (pp. 121-173). Madrid: Actas.

Livros

Beekes, R. S. P. (2010). Etymological Dictionary of Greek. Brill.

Clark, G. (1966). The Invasion Hypothesis in British Archaeology. Antiquity Publications.

Cunliffe, B. (2004). Iron Age Communities in Britain: An Account of England, Scotland and Wales from the Seventh Century BC until the Roman Conquest. London: Routledge.

Cunliffe, B., & Koch, J. T. (2010). Celtic from the West: Alternative Perspectives from Archaeology, Genetics, Language and Literature. Oxford: Oxbow Books.

Lascariz, G. (2009). Deuses e Rituais Iniciáticos da Antiga Lusitânia. Zéfiro.

Websites

Tereso, C (2017). Análises Visuais. Censos 2011: Religião em Portugal. [consultado em: 28-12-2018]. Disponível em: https://analisesvisuais.claudiotereso.com/censos-2011-religiao-em-portugal/