Para mais informações sobre a Floresta de Manannán, visite a página online, bem como o Facebook; e sobre o Caer Tabebuya, a página online.

  1. Boa tarde, Marcos, seja bem-vindo à nossa seção “As Pedras do Círculo”, onde nosso objetivo é conhecer um pouco mais daqueles que vem trabalhando pelo fortalecimento e desenvolvimento da nossa espiritualidade no Brasil e no mundo. Você poderia fazer uma breve apresentação para nossos leitores?

Sou Marcos Reis, tenho 40 anos, pai de um lindo casal, Luana com seus mais de 21 anos e Juan meu caçula de 10 anos. Nos últimos 20 dediquei-me aos estudos e práticas do Xamanismo e Druidismo, com foco nos povos, Deuses e cultura Celta, mas sem esquecer as minhas raízes e solo em que piso, entendo assim que, fortaleço minhas raízes ancestrais, sejam elas europeias com a espiritualidade Celtas e a magia brasileira dos meus ancestrais locais.   Sou líder do Clã e grupo de estudos de Xamanismo Celta, Floresta de Manannán e Juremeiro na tradição do Catimbó e Pajelança Cabocla.   Também exerço uma vida profissional como Consultor de sistemas, negócios e life coaching, além de terapeuta xamânico e floral para apoio à comunidade.    Possuo formação acadêmica na Universidade Mackenzie, Anhanguera e uma recente pós-graduação em psicologia analítica com abordagem Junguiana na Universidade de São Caetano do Sul.

 

2. Quando foi a primeira vez que você teve contato com o Druidismo? Como tem sido sua jornada desde então?

A palavra Druidismo, Celtas e Bruxaria, vieram em um mesmo dia na minha vida, em outubro de 1999.    Estava passeando por uma rua da vl. Mariana em São Paulo quando em frente a uma “loja esotérica”, a antiga ‘Hera Mágica’, me deparei com um símbolo desenhado, que depois vim a saber ser um triskle, o símbolo estava desenhando em uma grande placa no formato de uma bruxa e em seu caldeirão, entrei na loja fiz muitas perguntas a respeito do que era o local e o que faziam ali; … o curioso neste dia é que fui recebido por uma ruiva, se não me engano chamada Priscila, que me recebeu com a seguinte frase ‘Olá, estava te esperando, sabia que vivia hoje’… Nos dias seguintes estava eu assistindo palestras e vivenciado o que depois vir a conhecer como Druidismo.   Assim, a primeira vez que tive contato com o Druidismo, foi no período de Samhain, onde conduzidos por Claudio Crow e Patricia Fox participei de meu primeiro rito e na sequência dos meses seguintes também com palestra e rito com Marcelo Cuchulainn.

Desde então venho buscando respostas para as perguntas que fiz desde o primeiro dia, ‘O que é druidismo?’, ‘O que é xamanismo / xamanismo celta?’, ‘O que é magia, bruxaria?’ e estas perguntas veem se respondendo ao logo de profundos estudos, práticas e vivências, pois experimentar, vivenciar e estar é para mim, sem qualquer dúvida é o que forma um sacerdote, o ser humano que vibra um caminho de pés no chão, da conexão espiritual e equilíbrio mental ou como diria Jung, chegamos a nossa a individuação.    Nesta jornada, tive a oportunidade e honra de buscar conhecimentos com diferentes pessoas, povos, tradições em lugares que fizeram toda a diferença. Destaco destas jornadas em busca de conhecimento, seu início, nos 2 anos que passei no Amazonas (2002 a 2003) onde os povos da Floresta e ribeirinhas me ensinaram muito sobre o nativo do Brasil, uma riqueza sem igual.  Minhas viagens aos EUA (2011, 2013), embora em meio a muita diversão, me trouxeram contato com os nativos Inuítes, que têm um culto, profundo, mágico e encantador aos Corvos. Viver no México (2012 a 2013) posso resumir esta experiência ao ‘um culto a morte’ e peregrinar por terras Celtas (2014), especificamente Irlanda, Inglaterra e País de Gales.

Esta jornada foi e está sendo linda, vivenciar os Deuses Celtas e os espíritos da natureza, trazem uma satisfação interna e uma visão de mundo incrível. Sentir a natureza e interagir com ela de forma saudável e prospera, além de ver tudo com olhares diferentes e perceber o lindo tom da vida.   Mas nem pensem que é uma jornada fácil, pois aprendi a duras penas que é um caminho de muitos estudos e trabalhos, horas sozinho mergulhados em seus pensamentos e experimentos, muitas vezes desafiados a duvidar de nossas crenças ou de nós mesmos, mas a cada ponto que aprendemos e superamos um novo mundo surge e tudo se renova a cada instante.   Esta jornada tem sido a história de minha vida, amores que nunca pensei em sentir, dores que nunca pensei existir, por fim, digo que vale a pena, posso sentir o sentido da vida, mesmo que faltem palavras para explicar!

 

3. Você é parte do Caer Tabebuya, um dos grupos druídicos mais antigos de São Paulo em atividade. Poderia nos contar um pouco sobre o nascimento e a trajetória do grupo?

Está aí algo bonito demais na minha vida! Faz tanto tempo que o Druidismo esta em minha vida que parece nunca ter havido um momento sem ele e tudo começa a muito anos atrás com a formação da ‘Rede Druídica’ grupo na época do popular ‘yahoogroups’, nele estavam pessoas relacionadas ao Druidismo e entusiastas de todo o Brasil, deste movimento de troca de informações, além claro de boas e as vezes calorosas discussões, houve a iniciativa de encontrar pessoalmente algumas destas pessoas e assim foi, formamos aqui na capital de São Paulo o ‘Nemeton Tabebuya’, grupo destinando a reunir pessoas, estudas Druidismo e celebrar os rituais Celtas.  Já haviam alguns grupos de estudos de paganismo, como o Luz & Sombra do qual eu fazia parte, dele saiu a base do ‘Caer Piratininga’, que unia pessoas que na época possuíam afinidades de estudar juntas, vindas das iniciativas descritas acima, passamos por um treinamento especial, o ‘caminho do Bardo’, baseado nos moldes da escola Inglesa ‘Druid Netword’ da Emma Restall Orr que nos visitou naquela época, a tempos atrás assim, ao término deste treinamento fomos iniciados como membros do Caer e seguimos assim por alguns anos, onde treinamos novos membros e aprendemos muito mais ao longo do caminho. Por motivos pessoais o líder do grupo da época, se afastou, passamos assim, por uma reestruturação e um novo nome abençoou o grupo ‘Caer Tabebuya’, grupo druídico que até hoje segue sua caminhada na instrução do Druidismo, mesmo que neste momento, no grupo interno não se aceite novos membros, porém, somos administradores do site druidismo.com.br por onde levamos um tanto de nossas trajetória e saberes.   Celebramos os 4 festivais Celtas com amigos e convidados e hora ou outra participamos de eventos da comunidade Druídica.

O que posso dizer em destaque sobre o Caer Tabebuya é que foi um primeiro grupo em São Paulo a abrir as portas a ensinar livremente o Druidismo, claro que posso estar equivocado, pois não conheço a origem de todos os grupos, mas a maioria dos que conheço buscaram inspiração no Caer para seus inícios. Outro ponto, é que o Caer traz também em suas praticas formas xamânicas de cura, de magia celta, o que me inspirou muito em particular à desenvolver uma linha de estudos focada nestas práticas.

 

4. Você também é fundador da Floresta de Manannán. Conte-nos um pouco sobre os objetivos do grupo, seu funcionamento e trabalho.

Sou um ser do mundo, vivo onde meus pés alcançam e onde meus pés não possam alcançar as barcas de Manannán podem me levar… E é lá no meio do Oceano que está barca está… A Floresta de Manannán, é um grupo de Xamanismo Celta, seguimos um Druidismo xamânico, ou seja, além de vivenciar seus saberes, provamos seus sabores, dores e amores, acreditamos em um Druidismo vivo, espiritual, ancestral, com muito do velho e também do novo. A Floresta (mata, nativos, verde brasil) se une aos Deus dos mares, marés, do outro mundo, senhor das Ilhas magicas e saberes do tempo quando o tempo ainda era nada, Manannán Mac Lir.    Esta união de forças faz da Floresta um grupo único em seu propósito, mas sem qualquer pretensão de ser único, pois aqui são recebidos todos aqueles que querem estudar e aperfeiçoar seus caminhos, viver sua espiritualidade na sacralidade da terra, saberes dos céus e emoções das águas. Todos podem estudar na Floresta, porém são iniciados, apenas aqueles que querem seguir um caminho Druídico, pois a religião deve ser respeitada, mas nunca ser um tabu para quem realmente quer aprender mais.

A Floresta de Manannán, traz inspirações de vários caminhos Druídicos, um tanto vindo pela minha vivência com o Caer Tabebuya, outro bucado com as práticas xamânicas nativas e sem esquecer do constante aprendizado que vem de outros grupos e estudos relacionados ao Druidismo, pois a Floresta ela se forma a partir de suas arvores, assim, se desrespeitar o caminho religioso Celtico, crescemos a cada ciclo!

A Floresta é um grupo religioso, seguimos o Druidismo como nossa religião, celebramos os festivais Celtas além de ritos de cura para fortalecimento de seus membros. Temos dentro da Floresta iniciações sacerdotais, Bardos, Vate, Druida, Guerreiro, Feiticeiro, Sacerdote Ritualístico e Druida de Articulação e os não sacerdotais, ancião/conselheiro e semente, este último em especial permite que todos possam estudar com a Floresta de Manannán, sejam quais forem seus caminhos religiosos.   Nossas iniciações dão a seus membros uma direção, foco para aprofundamento.   Costumo dizer e afirmo, um caminho Druídico e Xamânico é para toda a vida, assim, na Floresta nunca se terá um conhecimento instantâneo, tudo tem seu tempo!

Estamos presentes em quase todos os eventos da comunidade pagã brasileira, levando nossas rodas de cura e conhecimentos. Além de organizar um retiro anual para aprofundamento no caminho do ‘Xamanismo Celta’

 

5. Você é também faz parte de diversos outros grupos ligados ao Druidismo, espiritualidade celta, xamanismo, pajelança, inclusive tendo feito até o nosso curso-semente. Isso pode te dar uma visão bastante ampla sobre o Druidismo em nosso país. O que você julga ser a principal característica da espiritualidade céltica no Brasil?

Você quis dizer arroz de festa? (Rssss)

Eu não acredito num Druidismo sem presença, ESTAR é fundamental ao caminho espiritual e não poderia ser diferente no Druidismo, meus Deuses e Deusas são a própria natureza, a vida em suas mais diferentes expressões, sinto que suas sabedorias estão na voz da comunidade, assim, se quero ouvir bem os Deuses e ser digno de honrá-los tenho que estar presente, sempre me dispus a isto!   Fiz e faço parte do grupo semente do ‘Ramo de Carvalho’ que posso dizer sem qualquer dúvida que todos os filhos (brotos/sementes) do Ramo são bem cuidados, pois estão sendo orientados por um dos melhores Bardos (também Druida em minha visão) Sr. Wallace Willian.

A principal característica que vejo na espiritualidade céltica de nosso país é a ‘ação’, as formas de vivencia-la.   São tantos grupos diferentes e em cada um uma beleza rara, uma forma de celebrar o sagrado, de sentir e compartilhar!   Vejo que vamos além dos livros, longe de mim dizer que eles não sejam importantes, ao contrário, neles nos inspiramos, tornamos pratico o que tempos atrás, era o dia a dia Celta.  Mas no agora, inspirados no passado, realizamos nossos feitos, mantendo viva nossa tradição e com apoio dos Deuses seguimos um caminho deixado por nossos ancestrais. Estas ações quero deixar claro, esta também baseada na diversidade que nosso país oferece, somos sangue de muitos sangues e honramos isto, vejo a beleza de nossas trilhas ao Druidismo, sem amarras ou preconceitos, a aqueles que o fazem o contrário, mas logo são esquecidos, pois um caminho nobre nunca será trilhado por falastrões.

O Druidismo no brasil entende que a espiritualidade Celta está viva e aqui segue sendo abençoada de naturezas exuberantes, o que já foi melhor, pois a exploração natural parece não ter freio, vide nosso povo nativo que está em beiras de extinção, algo que devemos notar para não deixar ser uma verdade.

 

6. Você costuma dizer que a sua linha de práticas é o “xamanismo celta”. Você poderia nos descrever esse termo, suas características e peculiaridades?

Partimos então do simples.  O Xamanismo, é base cultural, dos povos nativos, ou seja, todos os povos nativos do mundo, têm como base a sacralidades da natureza, somos seres vivos, parte de um organismo maior, a natureza, o planeta. Animistas, estamos vivos e tudo a nossa volta possui vida (alma/espirito), seres das mesmas fortes primárias ar, fogo, água e terra. Espíritos vibracionais, dotados de uma inteligência fortalecida pelo instinto, no caso humano potencializado pelo totem, espirito animal. Tudo isto é xamanismo, catalogado pela ciência de forma simples para mostrar que as bases xamânicas são iguais para todos os povos nativos, mesmo que a paisagem em que vivemos e desfrutamos seja diferente para cada região e povo. Unindo isto ao Druidismo, partindo do princípio que o povo Celta vivia sob as mesmas bases o que historicamente é um fato. Assim, o ‘Xamanismo Celta’ é   vivenciar o Druidismo de acordo com a natureza e seus ciclos, valorizando o que a nossa paisagem e bases elementais oferecem.   Que fique bem claro que o Xamanismo Celta não tem objetivos de misturar nada, não chamamos Tupã, nem Xangô, nem nada disto para ser honrado em nossos ritos, o que não descarta estes outros Deuses da existência, apenas não cabem em um círculo onde honramos outra egregora.  E como fica então? O ‘Xamanismo Celta’ permite que em nossas celebrações energias locais possam ser honradas e compartilhadas, como a bebida feita da ‘Árvore da Jurema’, que potencializa nossos ritos, oferendarmos a nossos totens que muitas vezes são bichos locais e sem esquecer os espíritos desta terra, que auxiliam nos saberes de nossa paisagem, eles devem ser respeitados e bem-vindos. Há diversas formas de ter contatos com estes espíritos locais, utilizamos na maioria das vezes a meditação, a inspiração, as bebidas, ervas e oferendas.   Não sei dizer se temos algo que nos diferencia, mas posso dizer que nossa inspiração abraça a vivência com os Deuses Celtas e espíritos da Natureza e nos conecta fortemente a nossa paisagem, aprendemos técnicas locais de cura e aplicamos ela no fortalecimento do nosso grupo e da comunidade. Alguns exemplos disto, utilizarmos como já dito a bebida magica e sagrada da Jurema em nossos ritos, técnicas de cura com maracás(chocalho) e tambores, cachimbos e seus diferentes fumos (mistura de ervas) para uma ação de cura.

 

7. Você também foi o último presidente do Conselho Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Céltico. Para você, qual a importância do CBDRC para o crescimento da nossa espiritualidade no Brasil?

Foi uma honra ter estado na presidência do conselho, principalmente por neste período ter estado ao lado de pessoas tão incríveis.

O CBDRC tem uma importância fundamental no brasil, prover a continuidade de nossa tradição, em suas diferentes formas de druidismo, pois um bom trabalho e sabemos que dá trabalho, levará a todos nós e nossos descendentes ter uma boa base de material, inspiração e direção, podendo acima de tudo, dar continuidade a vivencia druídica nacional e do mundo.  Sei que este não é nosso objetivo do agora, mas com certeza seu legado fará isto por todos nós. O CBDRC tem o objetivo de unir pessoas, construir formas de uni-las em uma rede de afinidades, colocando-as em contato com os grupos que estão em diferentes localidades no país e também de unir estes grupos, para que em nossas semelhanças, possamos fazer mais por todos, para que o Druidismo seja uma tradição integra, que acolhe seus membros do nascimento a morte e quem dirá além dela! Es objetivos já é uma realidade hoje em dia, através da iniciativa de apoiar e conduzir os Encontros Brasileiros de Druidismo.

 

8. Você esteve à frente da organização de três edições do Encontro Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta. Como foram essas experiências? O que você conseguiu carregar de bom através delas?

Atribuo está maravilhosa iniciativa ao nosso amigo ‘JP’, José Paulo e todos os outros amigos e amigas da Core Tyba e caer Ynis, que deram o início a estes sonho e realidade contínua com Encontro Nacional.  Como o EBDRC é itinerante, quando esteve sob minha responsabilidade, foi muito bem cuidado, não por mim, pois sozinho não construo nada, mas a toda a equipe, pois unimos muito e de vários grupos para tornar possível seu sucesso. O EBDRC deve ser algo a ser levado ao mundo todo, por todas as espiritualidades pagãs, pois a cada ano ‘evoluímos’ dez anos, pois a troca que o EBDRC propões é engrandecedora, podemos ouvir, ver e sentir diferentes talentos oferecendo de forma gentil e muitas vezes profunda seus conhecimentos. Unimos grupos e pessoas, formamos novas amizades fortalecedoras e revemos os velhos amigos que sempre reservam esta data para unir seus causos, tudo isto é que torna o EBDRC único a cada ano.

O que eu carrego de bom é poder estar lá, aprender e compartilhar, ver caras novas e velhas e que a cada encontro ver algo de novo acontecer, como cada cidade e estado trás um pouco de si ao druidismo e que isto se molda de uma forma tão natural que lagrimas nos olhos sempre me escorrer, ao lembrar dos detalhes, pois ali cabe o amor, o carinho e a saudades, mas esta logo se conforta com a notícias da próxima edição.

O que sinto, de verdade é que com nossa união, sem me iludir que as vezes há também conflito, é que não cabe mais a o mimimi, foi provado a cada edição que ninguém é melhor que ninguém e que cada um vive suas verdades e os que se iludem logo deixam o cenário, pois mesmo o Druidismo não sendo para todos, ele está aberto a todos e suas múltiplas formas de ser vivenciado.

 

9. Por último, o que você julga que o Druidismo (e suas crenças irmãs) ainda precisa desenvolver no Brasil? O que é necessário para ele se tornar uma espiritualidade estabelecida no nosso país?

Com certeza esta é uma resposta que muda todos dia, agregando ou retirando elementos.  Mas, vamos lá, partindo do básico, falta literatura em português, escritas por brasileiros e também traduções internacionais, pois temos que refletir nossas belezas em nosso druidismo e isto precisa de literatura séria.   Precisa que os grupos sejam mais claros em suas propostas e que ampliem sua rede de alcance, oferecendo material e oportunidade de estudos a todos os interessados, neste ponto em especial não falo em quantidade de pessoas, mas em qualidade e seriedade de instrução. Assim, o druidismo brasileiro terá como acolher seus filhos e filhas do nascimento ao renascimento, cumprindo de forma saudável todas as fases que uma vida possa ter, sei que isto já existe, mas ainda sinto isto picado por aí, sem uma base solida para o conforto de seus praticantes. Sem isto os novos que adentram aos caminhos podem se sentir desamparados em algum momento e isto gera o abandono da cresça.   Não que eu acredito que o Druidismo tenha que ter todas as respostas, pois também é um caminho de mistérios, mas têm que ter todas as possibilidades de chegar até elas, mesmo que algumas só no outro mundo a compreenderemos.

No mais a maioria dos grupos do Brasil estão buscando seguir seus caminhos e desenvolver seus talentos, o que sempre aconselho a todos que me perguntam é, nunca deixem de estudar.   Um caminho espiritual é guiado pela fé, mas as respostas estão dentro de nós, do nossos grupos e comunidade. temos que estar em todos os meios, na educação, na política, na economia, no dia a dia, para não cairmos nas sombras do esquecimento. Temos muito a ensinar ao mundo e para isto devemos estar sempre preparados.

Um bom início para tudo isto é entender esta pequena e famosa tríade, pois nela está o simples e mais poderoso do Druidismo:

‘Curar a si mesmo’

‘Curar a comunidade’

‘Curar o Mundo’

Obrigado pela imensa oportunidade! Que os Deuses abençoem a todos!