VI Samhain do Ramo de Carvalho

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Samonios; todo ciclo precisa chegar ao seu final, e todo final de ciclo é um novo começo.  Pouco antes da celebração de Samonios entramos em um outro tipo de ano novo, o novo astrológico, que nos trouxe a regência da Guerra, do planeta Marte. Sua influência gigantesca já se avizinhava e já eram sentidas as batalhas e escolhas a serem feitas. De certa forma, era como se tudo estivesse nos preparando: se o planeta Marte representa o deus romano da Guerra, é natural que sua força também se mostre em outros deuses guerreiros, e na Umbanda o ano é de Ogum; mas todos possuem os seus deuses-guerreiros e a Grande Rainha Morrighan se mostra com força na época em que chegamos à estação fria, a estação dos espíritos e Ancestrais. Da mesma forma, entramos sob a regência da titânica Cailleach, a rainha do sopro gélida, aquela que guarda a morte e dos finais de ciclo; também guerreira, também senhora da estação gélida, que com seu sopro traz a névoa à terra e a pinta de branco com a geada. Marte. Morrighan. Cailleach. Samonios. Era um final de ciclo com muitos significados. E uma vez mais o Ramo de Carvalho partiu para a nossa amada Paranapiacaba, nossa Moridercaunon, para uma celebração, uma que seria muito significativa e cheia de lições.

Paranapiacaba nos recebeu com um clima agradável, nem quente, nem frio. Voltamos à gostosa pousada Shamballah, que sempre nos recebe bem. Dessa vez, como já fizemos algumas vezes, já iniciamos os procedimentos de nossa Dedmâ (ritual) na chegada, para que cada momento da nossa estadia fosse parte da cerimônia, uma inovação bela e que se mostrou funcional. Nos permitimos alguns momentos de descanso (da viagem) e almoço, mas logo retomamos o nosso expediente. Samonios (em irlandês, Samhain) é a noite das Máscaras, a época em que os espíritos andam entre os mortais. Pela primeira vez nos dedicamos um pouco à essa tradição, criando nossas próprias máscaras sob a tutela de Késia Lúthien; foi uma atividade legal para nos dedicarmos ao espírito de tribo e comunidade, bem como deixar o lado lúdico escapar um pouco. Algo bastante agradável, e alguns deram vazão às suas poderosas fantasias e tradições com elas; impossível não citar Kleber e seu Krampus. Após a preparação das máscaras, Juliana Couto conduziu uma vivência de Imramma para todos, sendo bastante intensa para muitos dos presentes. Dedicamos o restante do tempo aos preparativos até a hora do ritual.

Poucas vezes o Ramo conduziu um ritual tão intenso, com tanta força. Era algo esperado, pois o ano exigia isso e foi um dos objetivos utilizar de procedimentos mais intensos dessa vez, mas ainda assim a força com que os Ancestrais nos cercaram, com que Morrigú veio e com que a Cailleach soprou sua força gélida foram incríveis. Uma movimentação de energia intensiva e poderosa, e bastante difícil de lidar. O recado foi dado: essas eram as deidades do final e do início, da escuridão que precede o nascimento, e é preciso encerrar antes de iniciar. Voltamos para dentro da pousada e nos aninhamos ao lado da lareira para o Eisteddfodd. Foi belo, foi coletivo, foi agradável e queimamos aquilo que deixávamos para traz nas chamas. Foi um banquete que contou com um período de silêncio para os Ancestrais. E encerramos assim um poderoso Samhain.

Voltamos para São Paulo em meio às névoas de Paranapiacaba, como se saíssemos das névoas do Outro Mundo. O nosso festival de Samonios estava terminado, forte e energético como foi. Depois dele o período de recolhimento, de encerramento de ciclos, antes do novo nascimento. Que as mudanças que virão tragam novos e belos frutos.

Agradecimentos a todos, Karla, Juju, Glauber, Klaus, Ana Sgubin, Ana Camillo, Jully, Daniel, Flávia, Kleber, Gustavo, Marcel, Samantha, Natassha, Beatriz, Adriana. Aos nossos convidados, Daniel, Vivian, Nara e o querido Ulisses. Parabéns em particular à Késia Lúthien por seu papel nesse ritual, bem como à Juju e Samantha; e também à Flávia pelas fotos.

Wally Cunobelinos

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